O Maravilhoso Mágico de Oz

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Um livro maravilhoso! Essa foi a primeira coisa que percebi quando abri a adaptação para quadrinhos feita pela Marvel, com roteiro de Eric Shanower e ilustração de Skottie Young.
Em cada página somos surpreendidos com
traços soltos, ângulos inusitadas e personagens fiéis a nossa imaginação.

Publicado por L. Frank Baum em 1900, O Maravilhoso Mágico de Oz já teve infinitas releituras: livros infatis resumidos, musicais, filmes, até os Trapalhões fizeram sua versão (Os Trapalhões e o Mágico de Oroz). Ao ler esta HQ parecia que eu estava lendo uma nova releitura com detalhes que desconhecia. O que deixou o livro mais interessante.

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Além da fidelidade do roteiro de Eric, é preciso dar o crédito ao desenhista Skottie Young que trabalhou de forma brilhante cada personagem. Em anexo, no final do livro, temos um pouco do que foi a criação de cada um dos protagonistas. Acredito que todos estão muito bem elaborados, mas tenho que confessar que o meu preferido é o homem de lata. O personagem me fez imaginar um Dom Quixote feito de lata perdido no mundo de OZ, uma ideia que me encanta muito. Em nota, o desenhista explica que se baseou na figura do próprio L. Frank, o que enriquece ainda mais a obra.
Jean-François Beaulieu trabalhou muito bem as cores e, em cada quadro, podemos sentir através dos tons e texturas para onde os tijolos dourados levam Dorothy Gale e Totó.
Resumindo: é uma obra que qualquer artista gostaria de ter participado e é mais um livro de leitura obrigatória!


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Kiki de Manparnasse

Esta Grafic Novel biográfica conta a história de uma
das modelos mais conhecidas da década de 1920. Alice Prin, em Montparnasse,
tornou-se Kiki, famosa modelo da época, que inspirou vários importantes artistas: Mendjisky, Kisling, Modigliani, Picasso, Fugita, Utrillo, Man Ray… Com esse último, além de musa foi também mulher.
Livro Kiki

Além de trabalhar como modelo, essa heroína ganhou a vida como artista.

Apresentava-se em casas noturnas cantando e dançando músicas bastante ousadas. Suas apresentações sempre deixavam a casa cheia. Alice também fez uma exposição com pinturas próprias e chegou a publicar um livro com sua biografia.

Livro Kiki

Kiki viveu intensamente cada um de seus dias e é possível perceber esta intensidade em todas páginas da obra. Na arte leve e rica em detalhes de Catel Muller, sem perceber, nos encontramos mergulhados na história de Alice. Este trabalho já tem vários prêmios na bagagem (Prix Essentiel em 2008, Grand Prix RTL Comix Strip e o Millespages BD em 2007). Contudo, o livro apresenta um pequeno erro de tradução: José-Louis Bocquet é confundido com cenarista, provavelmente, por causa da palavra francesa “scénariste” que, na verdade, quer dizer roteirista.

Man Ray devant un portrait de Kiki des années 1930 - 1954 /Michel Sima /sc
Man Ray devant un portrait de Kiki des années 1930 – 1954 /Michel Sima /sc

 

Além de destacar a vida desta incrível modelo, a história mostra um cenário que desconhecemos ou que, às vezes, passa desapercebido. Ele conta como viviam os que, hoje, já são artistas consagrados. A narrativa se passa, em grande parte, em Montparnasse, onde os aluguéis eram baratos e a comida podia ser trocada por obras de arte. A biografia em quadrinhos de Kiki  mostra o retrato de uma época que dá saudade, mesmo sem nunca ter vivido. É o saudosismo de um estilo de vida que vivia-se pela arte e pela liberdade de expressão. Este é um livro de leitura obrigatória.
Editora: Galera Record
Autores: José-Louis Bocquet (roteiro) e Catel Muller (arte)
Páginas: 416

Ano: 2010

Fotos na ordem:
1- Capa do livro
2- Le violon d’Ingres, de Man Ray – 1924
3- Páginas 236 e 237 do livro.

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