HOUSE OF MACBETH

Frank UnderWood House of cards

House of Cards é a ganância em seu estado puro. Não existem heróis. Todos têm fome e apenas os mais espertos comem. E é isso que nos fascina. Não!? Duvido que você nunca parou de zapear ao chegar no Globo Repórter só para ver o Guepardo cravar os dentes no lombo do Antílope. Nem que seja para assistir o bando de chifrudos cornearem o predador. Nunca?

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Die Welle

A onda

Para os leigos em alemão (como eu), o título significa A ONDA.

Por que falar deste filme? Filme alemão de 2008, inspirado em um livro de mesmo nome. Existe também uma versão norte-americana de 1981. Reza a lenda que essa história foi baseada em um incidente numa escola secundária na Califórnia em 1967. Está ficando interessante, né? A pergunta então muda: por que ainda não falei deste filme? Não sei. Só sei que me lembrei dele semana passada por conta de um comentário que ouvi. Depois falo disso. Voltemos ao filme.

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Amélie Poulain

O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain

O Fabuloso destino de Amélie Poulain é um filme necessário. Sempre existirão os radicais livres que dirão: “Nossa, que filme chato”, “Dormi logo no início”, “Essa mulher fala olhando pra câmera” ou ainda “É pior que O Discurso do Rei”. Não deixe os coxinhas ou petralhas estragarem seu filme. Finja que não ouviu, ou melhor, assista escondido! Deixe a senhorita Poulain te ensinar a dar valor as miudezas da vida. Ajude ela a se vingar do cretino dono da quitanda. A buscar utilidade num gnomo de jardim. Ou quem sabe passear de lambreta sem capacete.

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Chatô – O Rei do Brasil

Chatô-o-Rei-do-BrasilNós todos rimos juntos das piadas que fizeram sobre Guilherme Fontes e o seu infindável filme. No longa, Assis Chateaubriand é julgado por todos os crimes cometidos na vida. Ironicamente, na vida real, o ator e diretor Guilherme foi crucificado assim como seu personagem principal. Depois de completar 15 anos, Fontes entrega a obra e recebe o veredito do público e da crítica. (mais…)

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Amy e O Chamado do Cuco

Poster Documentário Amy 2015

Quem é a garota atrás do nome? Eu achava que sabia: cantora jovem, uma voz maravilhosa, belas interpretações, judia e viciada. Ou seja, mais uma vez eu sendo ignorante. Não sabia nem que ela compunha as próprias canções. Antes de dar play, uma tristeza segura nosso dedo. Não vou mentir, depois a tristeza só piora. Entretanto, coragem! É preciso enfrentar a história. (mais…)

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12 Macacos e o Zika

12 Macacos

 

A história se passa no futuro próximo de 2035. Quase toda as pessoas morreram por causa de um vírus criado pelo homem. Clichê? Terry Gilliam pediu #isolares e se inspirou no média-metragem La Jetee, de 1962 (tem no YouTube). James Cole (Bruce Willis) precisa voltar no tempo e descobrir onde está o tal do marco zero para salvar todo mundo.

Há 21 anos o filme foi lançado. De lá pra cá ouvimos falar da: Aids, Ebola, Gripe Suína, Mal da Vaca Louca, H1N1, Malária, Dengue Hemorrágica… Ano passado o hit do momento foi o Zika vírus. O vírus estava adormecido numa floresta africana (Floresta de Zika), mas agora acordou enquanto o gigante brasileiro tirava um cochilo. As distâncias estão cada vez menores. Alguns cientistas menos otimistas dizem que é questão de tempo para outros vírus chegarem ao Brasil. Lembrando que a olimpíada é este ano. Tenso! (mais…)

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O Regresso

Leonardo DiCaprio O Regresso

A natureza não se importa com você. Às vezes temos a certeza de que tudo nos rodeia. É justificável, mas não se iluda. Isso não acontece. Você acordará6h e trabalhará até as 18h. Dormirá às 23h e no dia seguinte fará tudo novamente. Sua água acabará quando estiver no banho. Seu chefe negará oaumento e alguém baterá no seu carro. Com prazer nos olhos, você negará ajuda ao inimigo do trabalho. 8h na quarta-feira de cinzas acordará o seu (mais…)

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Planeta dos Macacos – 1968

Planeta dos Macacos 1968
Não sou fã de super heróis. Assisto, mas não espere minha devoção. Quando criança, eu sempre gostei mais do vilão. Torcia para o Esqueleto vencer. Pelo menos uma vez. Analisando hoje, 20 anos depois. Vejo que meu interesse era pelos personagens imperfeitos. Heróis infalíveis nunca me cativaram de verdade. Eu torcia pelo vilão por que ele era mais humano que o mocinho.

Planeta dos Macacos, filme baseado no livro La planetè dês singes (Pierre Boulle), lança foco sobre o que nossas sociedades têm de pior. Racismo, desigualdade, fanatismo, ignorância, apatia, e por aí vai… Acredito que esse seja o motivo para tantos outros filmes terem sidos criados após o de 1968.

Alguns rabugentos focarão nos furos de roteiro. Acabarão com o filme por detalhes que ninguém se importa. Como por exemplo, o fato dos astronautas estarem despreparados ao chegarem ao novo planeta, contudo, este não é o tema central do filme, pouco importa se a ficção condiz com o “correto”. A vida real nunca é assim. Exemplo: para se dirigir, teoricamente, não devemos beber nada alcoólico. É isso que acontece nas noites de sexta-feira? Pergunte pra quem trabalha no IML. A vida não é coerente.

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O que me fascinou nesse filme? Meu sonho adolescente era voltar no tempo e me juntar às caravelas portuguesas para viajar pelo mundo. Se não desse para voltar queria ir para o futuro e descobrir novos planetas nas viagens espaciais que estão por vir. Contudo, o que me restou foi imaginá-las ou degustá-las. E no caso de O Planeta dos Macacos o deguste tem sabor de pimenta e mel. Ao embarcarmos nessa nova aventura nos reconhecemos em vários momentos, mas isso nem sempre é agradável.

Planeta dos Macacos 1968

Tentarei contar a história do filme, sem contar o que acontece, fazendo uma analogia com o que pode acontecer conosco em nossas vidas. Vamos lá, assim como o personagem você cai no mundo sem saber falar a língua daquela sociedade. Em seguida vai aprendendo através da dor qual deve ser o seu lugar. Percebe que para fugir daquela situação que se encontra terá que lutar muito e pensará em desistir. A justiça não é sempre justa, principalmente se você for diferente e pensar diferente dos que governam. Sem os amigos você está perdido. Os dogmas que criamos servem para manter a ordem e principalmente quem está no poder. Quando aprender a falar, não seja ingênuo. Questionar quem já sabe a verdade é apenas ganhar um inimigo. Você não mudará a opinião de todos. A verdade é dura e chega com o passar do tempo, se prepare para ela. Isso quer dizer, seja no mínimo sábio, pois um velho sem sabedoria é apenas um velho idiota.  É mais ou menos isso.

Planeta dos Macacos 1968

O filme traz um sentimento que se mistura com o desejo de conquistar novos mundos citado anteriormente. É o sentimento de criar tudo novamente. Começar do zero. Adão e Eva. Aquele anseio que nós sentimos nos anos 2000. Naquela época, previsões para o fim do mundo choveram aos montes. Todo mundo no fundo quer um apocalipse pra poder começar do zero, mas com mais cautela e sapiência. No entanto, não é desse jeito que a banda toca. A vida não para você se sentar e tocar seu contrabaixo. É preciso seguir o fluxo.

Douglas Zimmermann

Douglas Zimmermann

Natural do litoral mineiro (Juiz de Fora). Doug é artista, pai,  ilustrador, cinéfilo, quadrinista e designer, não necessariamente nesta ordem.

Alguns dos seus outros trabalhos: Site

 

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O iluminado – Likes, Candy Crush e Chacretes. Impossível não procrastinar

O iluminado

 

Além da identificação que tenho com a calvície do Jack Nickson, O Iluminado me chama atenção por tocar num tema que me instiga: a solidão. Às vezes desejamos ficar sozinhos. Na verdade, precisamos de um tempo para refletirmos sobre nossa vida. Ainda mais nessa correria de redes sociais, trabalho e estudo que nós, os ditos humanos urbanos, nos encontramos. Contudo, até que ponto somos capazes de aguentar a solidão? Ora, somos seres sociais! (Em essência pelo menos). Outro dia, nas minhas buscas por quadrinhos em bancas de jornal, eu encontrei o Francês, um fantástico personagem perdido na HQ do grande Tex Willer (O herói/“semideus”/ranger/cowboy americano). O Francês se dizia enojado pela humanidade e decidiu viver sozinho na floresta. Caçava sua própria comida, fugia dos inimigos, vivia numa caverna e nunca dava like nas fotos dos amigos.

Um problema que o Francês não enfrentava, mas que eu e o Jack conhecemos bem é a tal da Procrastinação. Para o personagem do Nickson a tentação apareceu de várias maneiras e resistir a elas é algo extremamente difícil. Como manter o foco se o mundo está te oferecendo o Candy Crush? Doces balinhas que se colocadas na ordem certa te darão uma linda explosão de recompensa chamada Sweet ou Delicius. Como recusar ao Delicius que a vida te oferece e encarar amargo labor do dia a dia?

 

O iluminado Jack

 

Jack é maluco ou não? São fantasmas ou apenas imaginação? Tudo bem que a esposa interpretada, perfeitamente, diga-se de ligeirinho, pela Shelley Duvall nos leva a crer que algo de satânico está rondando naquele hotel. No entanto, nunca saberemos. Na verdade, nem devemos saber. Existem coisas que precisam ser omitidas para o nosso bem e o da boa história. Assim como o sentido da vida, o verdadeiro significado dos olhos de ressaca de Capitolina Santiago ou as pirâmides do Egito. Não devemos saber de tudo. Um pouco de mistério faz bem à sedução. Fica a dica para as Chacretes turbinadas contemporâneas.

Citei Machado de Assis e por falar em Machado (“ótimo gancho”), nada mais aterrorizante que machadadas numa porta. Você tenta imaginar como se defender de um golpe desse e logo conclui que não tem jeito. Parar com a mão não dá, usar uma cadeira, em dois golpes a cadeira se foi. Pensa em fugir, mas se for para a neve a morte também te espera por lá. Acredito que esse seja um dos pontos mais fortes do filme. The Shining não entrega tudo. Ele te deixa imaginar, e nada mais aterrorizante que nossa imaginação. Antes de lançar o filme, ainda no trailer, Stanley Kubrick produz um de arrepiar com apenas uma imagem estática do salão do hotel sendo inundado por uma pororoca de sangue. Pronto, acabou o vídeo. Claro que você imagina o pior. Unido a isso a nossa curiosidade pelo mórbido, público garantido.

 

O iluminado Jack Party

 

O iluminado é uma obra aberta. Interpretações diversas estão disponíveis. Basta escolher na prateleira. Apesar de Stephen King não ter aprovado a adaptação do Kubrick, o filme foi sucesso de público e mais a frente, também sucesso de crítica, considerado hoje segundo melhor filme do gênero, perdendo a medalha de ouro apenas para Psicose. Assim como Psicose, The Shining não é um filme comum de terror e merece ser assistido até mesmo por quem teme este gênero.

 

Douglas Zimmermann

Douglas Zimmermann

Natural do litoral mineiro (Juiz de Fora). Doug é artista, pai,  ilustrador, cinéfilo, quadrinista e designer, não necessariamente nesta ordem.

Alguns dos seus outros trabalhos: Site

 

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